Quem é Tomalau ? / Who is Tomalau ?

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Friday, November 7, 2008

Tiger Temple

O Tiger Temple ou Wat Pha Luang Ta Bua é um templo budista localizado há cerca de 40 km de Kachanamburi, próximo à fronteira com Miamar.

Foto esquerda: Monge aguardando a caminhada com os tigres. Direita: tigre jovem

O templo foi fundado em 1994 com o objetivo de proteger a vida animal e selvagem. Tudo conceitualmente bacana, mas à medida que conhecemos o local, fica claro o objetivo comercial do mesmo. Existe uma fundação que suporta as atividades, muito controversas, do templo.


Ao chegar, a primeira surpresa: o preço, anunciado como THB 300 por pessoa em todos os prospectos turísticos de Kachananburi, subiu para THB 500, cerca de R$ 35,00. Pelo visto os monges foram vítimas da crise do Hamburger :).

Não são monges, nem administradores da fundação; são animais que vivem livremente no templo; é um zoológico a céu aberto


Logo na entrada, os anúncios são claros: mulheres não podem entrar de mini-saia, nem usando roupas das cores rosa, laranja ou vermelha. Também não podem utlizar blusas que deixem seu ombro e busto à mostra. O que acontece em um país quente e úmido como a Tailândia? A maioria das turistas desavisadas precisa comprar a camiseta de manga comprida do templo... mais alguns THB. Pelo menos as meninas podem escolher algumas cores e estampas, de tigres claro. Percebí o sorriso de alegria e felicidade delas, especialmente as européias, após viajar por 40 min.


Após caminhar uns 10 minutos em meio a diversos animais (búfalos, cervos, porcos, javalís, gado, frangos e diversos tipos de aves), cheguei ao Tiger Canyon. Os monges são realmente muito amigos da natureza. Eles desmatam a floresta sub-tropical e abrem buracos enormes com máquinas escavadeiras para criar canyons. É absurdo. A água começa a brotar do lençol, formando alguns pequenos lagos e deixando de ser potável, ficando parada formando lama e lodo. Eles até desviaram um rio para fazer uma cachoeira.

Foto esquerda: cachoeira artificial; Foto central: canyon artificial mostrando a fila para tirar fotos com os tigres
A fundação, em seu website, promove a contratação de jovens para trabalho voluntário no templo. 90% dos voluntários são jovens americanos muito empolgados. Acho que não percebem o lado comercial da iniciativa. Mas estão lá para amadurecer. Eles trabalham organizando filas (são especialistas), orientando turistas, ajudando senhoras a sentar e fugir do calor, a tirar fotos de famílias... Mas quem segura os tigres é a população local contratada para trabalhar no templo (vejam a foto abaixo).

Por falar em foto, ao chegar no canyon, um dos jovens americanos super empolgado me perguntou: "Senhor, se desejar tirar a foto abraçado com o tigre, são THB 1.000 (cerca de R$ 70)". Eu disparei imediatamente: "Você já tirou?". Ele respondeu: "Não, sou novo aqui." Eu retruquei: "Ok, no dia que você tirar, eu abraço o tigre também..." O turista suíco que estava atrás de mim, deu algumas gargalhadas.
Vocês estão vendo algum tigre adulto em pé, feliz da vida para tirar fotos? A fundação "jura de pé junto" que os tigres apenas se movimentam à noite pois sofrem com o calor. Também dizem que não dão um remedinho para o bichinho ficar manso. Declaram que alimentam os bichos com carne de frango, boi e gato (não ví nenhum, por sinal) cozidas, sem sal e sem sangue para não despertar o instinto de caça das feras.

Mas onde está o templo? Há uma sala de oração em uma casa com um Buda de 80kg feito de ouro maciço (???). Apenas lembrei da estátua quando cheguei no estacionamento.
Vou relatar uma cena muito interessante: uma turista européia pisou nas fezes de algum dos animais. Esbravejando em sua língua, e usando havaianas, se dirigiu ao lago onde os animais bebem água para limpar seu pé. Na mesma hora, alguns turistas vieram na direção para fazer o mesmo. Tiraram seus tênis, chinelos, sandálias e meias brancas e refrescaram seus pés nas águas do lago. Neste dia concluí que o efeito manada, tão comum em animais, acontece com seres humanos também.

Após este relato fica a pergunta: "Volto para levar Laura e Tomás?" É provável que não pois os safaris e zoológicos são muito mais legais e alguns são interativos também.


Thursday, November 6, 2008

Kachanamburi


Chalés flutuantes do Kasem Island Resort, localizado em uma ilha no Rio Mae Klong





Vista do Rio Mae Klong que encontra em Kachanamburi com o Rio Kwai Noi e o
Rio Kwai Yai, onde a famosa ponte está localizada


O hotel é acessível apenas por barco e fica a cerca de 800 m do pier na cidade



Em Kachanamburi é assim: "bóia fria" em pick-up é transporte público oficial. Não há táxis convencionais.
Praça de acesso à Ponte do Rio Kwai
Museu da II Guerra Mundial
O museu da II Guerra Mundial possui um acervo de mais de 1000 tipos de armas utilizadas pelos Exércitos Japonês, Russo, Americano, Chinês, Inglês, Italiano, Francês e Tailandês. Os últimos lutaram com espadas, armas de fogo e elefantes, mas perderam apenas uma parte do território, temporariamente. Há restos de corpos de soldados encontrados ao longo da construção da ferrovia e relíquias de guerra como o carro Mercedes Benz da foto acima, além de um rico acervo de fotos. Ele conta a história dos principais comandantes e generais de todas as forças envolvidas nos confrontos, além daqueles que construíram a história da Tailândia. Vale à pena dar uma espida. Ingresso: THB 40, cerca de R$ 2,80.
Escola de enfermagem e templo budista


Horóscopo chinês em um dos templos: o ano do Rato


Restaurante flutuante ao lado da Ponte do Rio Kwai. Comida tailandesa excelente !

Wednesday, November 5, 2008

A Ponte do Rio Kwai




No último final de semana viajei para a cidade de Kachanamburi, cerca de 160 km à Oeste de Bangkok. A cidade fica próxima à fronteira com Miamar (antiga Burma) e é um dos pontos de controle da imigração.
Ela é conhecida por ter sido uma importante base dos japoneses na Segunda Guerra Mundial e carrega um dos poucos monumentos históricos daquele infeliz momento da humanidade: a famosa Ponte do Rio Kwai.


A ponte foi construída pelos japoneses durante a guerra como parte da Ferrovia Tailândia - Burma para facilitar o escoamento de armamentos e munições ao longo dos territórios conquistados pelo Japão. E também tinha como objetivo alcançar a Índia, próximo alvo das conquistas japonesas até então.





A ferrovia é chamada de Thailand-Burma Death Railway, ferrovia da morte, pois mais de 7.000 americanos e 60.000 asiáticos, todos prisioneiros, foram utilizados em sua construção. Esta história é retratada no filme de 1957 com o mesmo nome: A Ponte do Rio Kwai. Vale destacar que o filme foi rodado no Sri Lanka...

O trecho da ferrovia com a famosa ponte foi mantido intacto e serve apenas como atração turística. É possível caminhar pela ponte, havendo apenas 1 trem dedicado a turistas, especialmente crianças, mas que trafega em baixíssima velocidade.